quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Alto-forno






O alto-forno é um forno vertical destinado a redução do minério de ferro e sua transformação em Gusa.
A carga é feita pela parte superior e consta do seguinte:

- Minério de ferro a reduzir;
- Coque ou carvão vegetal;
- Fundente.

O coque é responsável pelo fornecimento de calor e o CO necessários para a redução, enquanto que o fundente fludifica as impurezas e forma uma escória mais fusível.

Na parte inferior, logo acima do cadinho, é injetado ar quente para alimentar a combustão do carvão. Das reações que se dão, resultam os seguintes produtos:

- Gusa, que goteja no cadinho;
- Escória que flutua sobre o gusa;
- Gases.

Os dois primeiros são retirados por orifícios adequados e os gases, ricos em CO, saem pela parte superior, passam por uma unidade purificadora e são aproveitados como combustível.

A enorme quantidade de ar a ser aquecido e insuflado (4000m³ em média por tonelada de gusa produzido) bem como o volume de gases combustíveis e utilizáveis que saem do alto-forno (6000m³ por tonelada de gusa) já dão uma idéia das dimensões do aparelhamento acessório para a manipulação de ar e gases.

O ar insuflado é aquecido em cilindros recuperadores cilíndricos verticais (Cowpers) cujo o interior é constituído de uma câmara de combustão e uma de recuperação formada por um empilhamento de tijolos refratários. Uma parte dos gases de alto-forno é queimada nesses recuperadores para aquecê-los. Quando um deles está quente, insufla-se no sentido contrário o ar destinado a ventaneiras que assim se aquece. Procede-se, então, o aquecimento do outro recuperador.

Outra parte dos gases é usada para fornecer energia que aciona as máquinas soprantes, fornos convertedores e outro equipamentos e o excedente é recolhido em um gasômetro.

As matérias-primas sólidas são levadas à parte superior do AF por meio de carrinhos de um elevador ou por meio de ponte rolante. Na parte superior do AF a carga é feita atravéz de uma ante-câmara, que reduz ao mínimo a perda de gases durante o carregamento.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Petrobras será a primeira fabricante do mundo de cascos de plataformas do tipo FPSO

A Petrobras será a primeira fabricante do mundo de cascos de plataformas do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) em série. A fábrica está sendo instalada em Rio Grande, no Sul do país, num dique seco de 500 mil m3, que está sendo preparado para produzir cascos em série e padronizados, reduzindo os custos e aumentando a escala de produção. A existência de um dique seco é estratégica, uma vez que o país ainda não dispõe de instalações desse tipo, que permitem a manutenção e reparos de plataformas semi-submersíveis de grande porte. Por isso, esses serviços têm sido realizados no exterior, com significativo aumento de custos. O empreendimento será fundamental para o futuro da indústria de petróleo brasileira e poderá gerar cerca de 3 mil empregos diretos. O investimento será de R$ 439 milhões. Atualmente, a construção de cascos de plataformas depende de compras de cascos de navios usados, geralmente no exterior, que são adaptados. A primeira plataforma construída no dique seco será a P-55, cujas obras começarão ainda em 2008.